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Mastite: Recomendações para a coleta de amostras de leite para exames

Amostras de leite podem ser usadas para o diagnóstico de qual o agente é  o causador da mastite em animais, podendo estes serem identificados como fungos ou bactérias. Confira quais são as principais recomendações para a coleta de material destinado para exames em laboratório.

Amostras compostas:
Este material é coletado em todos os quartos da vaca para rastreamento inicial de vacas com mastite contagiosa – rebanhos com suspeita de mastite causada por Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae, por exemplo. É preciso um cuidado maior para a coleta pois há uma grande possibilidade de contaminação durante a coleta. Os resultados de amostras compostas podem apresentar mais de um agente causador, pois mais de um quarto pode estar infectado.

Para resultados  satisfatórios em fazendas de alta prevalência de S. aureus  este rastreamento deve ser baseado em mais de uma coleta uma vez que alguns agentes possuem padrão cíclico de eliminação de bactérias no leite das vacas infectadas. Ou seja,  quando feita somente uma coleta, a sensibilidade da cultura para identificação de S. aureus é de cerca de 75% pois o agente pode estar presente na glândula mamária em contagens insuficientes para a identificação no laboratório.

Para rebanhos com muita presença de  S. aureus, o ideal é realizar o rastreamento das vacas positivas por meio da coleta de 3 amostras de cada vaca, com intervalo entre as coletas de 7 dias. Quando a vaca é identificada como positiva, não há necessidade de fazer as três culturas da mesma vaca, pois um resultado positivo já é suficiente para a identificação.

Amostras de quarto mamário
Esta coleta é a partir de apenas um quarto mamário da vaca e pode ser utilizada para coleta de vacas com mastite clínica. A coleta de amostras por quarto de vacas com mastite subclínica, diagnosticadas pelo teste de CCS, o ideal é realizar somente a coleta  da amostra dos quartos com reação positiva. Após a realização da CCS mensal de todas as vacas em lactação, seleciona-se as vacas com alta CCS, para que sejam submetidas ao teste de CMT e a coleta das amostras de leite somente dos quartos positivos ao CMT.

Amostras de tanque
Esta modalidade é adequada para monitoramento da presença de agentes contagiosos no rebanho como Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae – cuja presença em amostras de tanque indica que existem vacas infectadas. As análises de cultura de tanque têm maior utilidade analisar a situação de rebanhos que apresentam uma situação boa de controle.

Congelamento e envio
As amostras de leite precisam ser congeladas durante o tempo de armazenamento, para envio, mas é preciso ter alguns cuidados pois alguns patógenos como os coliformes podem ficar inviáveis para crescimento durante o tempo de congelamento. O ideal é que as amostras de leite fiquem congeladas o mínimo possível ou sejam enviadas no dia da coleta apenas refrigerada.

Imagem: Freepik

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